Cobre e critérios da qualidade da água

“Cobre: 1.3 mg por litro (1,3PPM / litro) é a concentração máxima permitida para água potável canalizada para abastecimento domiciliar. O cobre aparece na natureza no estado puro ou combinado sob várias formas em minérios como a cuprite e a malaquite. Os sais de cobre mais importantes são os sulfuretos, óxidos e carbonatos. O cobre tem sido extraído e usado pelo homem, numa grande variedade de produtos desde a pré-história. É utilizado em artigos elétricos, moedas e revestimentos metálicos. O cobre é muitas vezes usado em ligas com outros metais para dar origem a vários latões e bronzes. Óxidos e sulfatos de cobre são usados em pesticidas, algicidas e fungicidas. É também freqüentemente incorporado em tintas e conservantes para madeira para evitar o desenvolvimento de fungos e organismos invertebrados, tais como o bicho da madeira, e o teredo em navios. O cobre é um elemento essencial para o desenvolvimento das plantas, desempenha uma função vital em diversas enzimas e é muito importante na síntese da clorofila. Uma deficiência de cobre no solo pode provocar a clorose que se caracteriza pelo amarelamento das folhas das plantas. Em solos com baixos níveis de cobre este pode ser incorporado como suplemento nutritivo de outros fertilizantes. O cobre é necessário ao metabolismo animal. É importante no funcionamento do sistema circulatório dos invertebrados e na séntese da hemoglobina. Em alguns invertebrados uma proteína, a hemocianina, contém cobre e é a responsável pelo transporte do oxigênio através do fluxo sangüíneo. As crianças necessitam de cerca 0.1 mg/dia de cobre para um crescimento normal e no caso dos adultos esse valor está estimado em cerca de 2 mg/dia (Soliman, 1957). Valores de cobre acima de 1 mg/l, podem provocar algum gosto na água, pelo que se recomenda o limite de 1 mg/l (1PPM / litro) na água potável.”