Cloro + Xixi na piscina = subproduto tóxico

Por Rachael Rettner e Live Science (Ciência Viva),   Publicado em 7 de abri de 2014.

Publicado no famoso Jornal “The Washington Post” dos Estados Unidos.

Fazer xixi na piscina não é apenas uma questão de falta de higiene, também produz um grande perigo para a saúde quando a urina entra em contato com os componentes químicos aplicados no tratamento da água da piscina, afirma um novo estudo.

Os resultados mostram que o ácido úrico, encontrado na urina, combinado com o cloro usado para desinfetar a água da piscina, produz um componente potencialmente perigoso chamado “produto secundário de desinfecção volátil”.

Um dos subprodutos é o cloreto de cianogênio, um composto que é conhecido por ser tóxico para muitos órgãos do corpo humano se for inalado. Outro subproduto, chamado tricloramina, tem sido associado a muitas lesões pulmonares decorrentes da exposição aos desinfetantes à base de cloro.

Já é de conhecimento de pesquisadores, que o cloro pode reagir com a urina, o suor e outras matérias orgânicas, produzindo assim contaminantes em piscinas. Mas as novas descobertas mostram definitivamente que o ácido úrico é um precursor do cloreto de cianogênio e da tricloramina, afirmam os pesquisadores.

Os pesquisadores afirmam que os resultados desta pesquisa podem resultar na melhoria da água da piscina e dos hábitos higiênicos, uma vez que a inserção de ácido úrico na água é proveniente do ato de urinar na piscina, ação voluntária e costumeira da maioria dos nadadores.

“Um erro comum dentro da comunidade da natação é de que urinar em piscinas é uma prática aceitável, apesar dos avisos afixados em muitas piscinas para incentivar a higiene adequada”, afirma o pesquisador Ernest R. Blatchley III, professor de Engenharia Civil na Universidade de Purdue. “De fato, muitos dos nadadores que ignoraram estes avisos são nadadores profissionais”, afirma Blatchley.

Uma experiência realizada em 2010 sugere que os subprodutos utilizados para desinfecção das piscinas, podem provocar mutações genéticas, quando misturados a células em laboratório.

Esse novo estudo foi publicado na edição de fevereiro de 2014 da renomada revista Environmental Science & Technology.